sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O amor me convidou para dançar
Sob a luz mortal da consciência
Música surgiu num estalar
Deliciou-se da minha displicência
A solidão de ciúmes se doeu
Ao me ver com sua prima nesta dança
Imaginou que eu fosse todo seu
E chorou como se fosse uma criança
A saudade também me viu dançar
Mas não temeu por isso me perder
Um dia sentirei o seu pesar
Ela ainda comanda o meu ser
O desejo nossa dança interrompeu
Para mostrar a volúpia que viria
Ao notar o que estava para ser meu
Pude sentir cada veia tremer fria
Ao final dessa dança emocional
Meu coração finalmente entendeu
O quão felizes podemos ser afinal
Até que não é tão duro ser só eu!
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