quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Venha sinta a força de minha morte
estupre minha alma e violente meu espírito
Não deixe meu grito cair no esquecimento
esfole seus joelhos implorando que eu renasça
Mas não faça dos meus sonhos realidade
não caminhe em brasas com sandalhas de gelo
não se olhe no espelho do banheiro da escola
É hora de ir embora
Adeus imagem! Adeus súplicas! Adeus vitória! Adeus mundo!
Adeus vida!
Sobre a estrada de espinhos reluzentes
feitas do ouro roubado dos Incas
caminhei com coragem e força
mas os demónios incompreensíveis
do silêncio das noites de inverno
me fizeram hibernar em sangue
E agora o teto tem flores
dores, cores e muitos amores
Numa inércia sem tamanho e forma
Venha sinta a força de minha dor!
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